Executivos aceleram investimentos para transformar receitas e modelos de negócio
EY-Parthenon – O novo CEO Outlook revela que a inteligência artificial subiu ao topo das agendas corporativas e já redefine onde as empresas alocam capital, pessoas e tempo.
- Em resumo: 30% dos CEOs no Brasil indicam a IA como vetor nº 1 de crescimento até 2026.
Resultados tangíveis impulsionam a corrida tecnológica
Não é mais aposta: 24% das companhias relatam ganhos “muito acima do previsto” em faturamento e eficiência operacional após projetos de IA, enquanto outros 36% já colhem resultados melhores que o planejado, de acordo com o levantamento. A urgência ecoa tendências globais monitoradas pela MIT Technology Review, que apontam machine learning como o atalho mais curto entre dados brutos e novas fontes de receita.
“A inteligência artificial deixou de ser apenas uma promessa e já se consolidou como motor real de crescimento e transformação”, afirma Leandro Berbert, sócio de Estratégia e Transações da EY-Parthenon.
Ética, cibersegurança e ROI equilibram entusiasmo dos CEOs
Embora 61% das empresas apostem no aprendizado de máquina e 43% já enxerguem a IA generativa como essencial, a cautela permanece: 64% contam com diretores e conselhos dedicados a garantir retorno financeiro, governança de dados e impacto sobre empregos. O estudo mostra que 46% aceitam sacrificar ganhos de curto prazo para assegurar uso ético da tecnologia, enquanto riscos de cibersegurança preocupam 22% dos entrevistados — um alerta que coincide com relatórios recentes da CISA sobre aumento de ataques a modelos de IA.
No horizonte de dois anos, 36% dos executivos esperam transformação total em processos e produtos; outros 50% preveem mudanças significativas. Para suportar essa virada, as prioridades organizacionais incluem digitalização de operações (16%) e reimaginação de modelos de negócio (14%). O dado ganha peso extra num mercado em que empresas como Petrobras e Itaú já anunciam laboratórios internos voltados a IA generativa, reforçando a corrida por talentos especializados em ciência de dados e MLOps.
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Crédito da imagem: Divulgação / EY-Parthenon