Phishers estão usando sites Bubble no-code
Bubble – A popularização da plataforma no-code abriu um novo flanco para cibercriminosos, que já a utilizam para hospedar redirecionamentos furtivos e contornar filtros antiphishing, colocando em risco credenciais corporativas em larga escala.
- Em resumo: Golpistas integram Bubble a kits “phishing-as-a-service” e burlam detecções tradicionais.
Como o Bubble engana filtros de segurança
A URL name.bubble.io parece legítima e, hospedada nos próprios servidores da plataforma, passa incólume por gateways de e-mail. Além disso, o código gerado mistura JavaScript e Shadow DOM, confusão que prejudica varreduras automatizadas e facilita o redirecionamento para páginas falsas de login Microsoft – prática já observada por analistas da The Hacker News em campanhas recentes.
“O código gerado por essa plataforma no-code é uma enorme mistura de JavaScript e estruturas isoladas de Shadow DOM; mesmo para um especialista, é difícil entender o que está acontecendo à primeira vista.” – pesquisa Kaspersky
Phishing-as-a-Service acelera a adoção do truque
Ferramentas comerciais de phishing evoluíram para oferecer interceptação de cookies de sessão, ataques de man-in-the-middle que quebram 2FA e geofencing contra rastreadores. Ao incorporar o Bubble, esses kits ganham hospedagem “limpa”, infraestrutura em nuvens como AWS e produção acelerada de páginas, baixando a barreira de entrada para criminosos menores. Dados da Cisco Talos indicam que campanhas que usam serviços legítimos de hospedagem tiveram 35% mais sucesso de entrega de e-mail no último ano.
Para mitigar o risco, especialistas recomendam:
- Política de Zero Trust para URLs desconhecidas, ainda que pareçam legítimas;
- Treinamento recorrente de colaboradores sobre phishing avançado;
- Implementação de soluções de detecção que analisem comportamento, não apenas domínio.
O que você acha? Sua empresa estaria preparada para identificar um link “limpo” que redireciona para roubo de credenciais? Para mais detalhes, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Bubble