Anatel – Em decisão recente, a agência retirou a faixa de 450 MHz do calendário de licitações de espectro, congelando qualquer leilão até pelo menos 2026 por falta de celulares compatíveis, movimento que impacta diretamente planos de expansão em áreas rurais.
- Em resumo: Sem terminais comerciais, a faixa de 450 MHz sai do radar da Anatel até nova avaliação.
Ecossistema vazio inviabiliza o leilão
Levantamento da Superintendência de Planejamento identificou que, hoje, a banda 450 MHz atende nichos como NB-IoT e redes privativas, mas não dispõe de smartphones de massa. Relatórios da Bloomberg Technology apontam menos de 40 modelos globais capazes de operar nessa frequência, a maioria destinada a utilitários elétricos.
“A insuficiência de terminais móveis celulares compatíveis com a faixa de 450 MHz impede, no momento, a prestação do SMP em larga escala”, registra o Acórdão 88/26, aprovado por unanimidade.
Por que a frequência de 450 MHz é estratégica?
Por se propagar melhor em longas distâncias e atravessar obstáculos, o espectro é ideal para cobrir zonas de baixa densidade populacional a custo reduzido. Países como a Alemanha adotaram o “LTE 450” para serviços críticos de utilities, enquanto a GSMA lista a faixa como candidata natural para comunicação máquina-a-máquina de baixa latência.
Apesar disso, o desenho econômico é desafiador: o baixo volume de aparelhos encarece o silício RF e desestimula fabricantes. Sem escala, operadoras brasileiras perdem o incentivo para disputar a frequência, reduzindo a competição e limitando a cobertura rural que o governo pretendia acelerar.
O que você acha? A saída temporária da faixa 450 MHz compromete a meta de conectar áreas remotas ou é uma pausa necessária até o mercado amadurecer? Para seguir acompanhando decisões regulatórias que afetarão sua infraestrutura, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Anatel