Vazamento de hidrogênio e 50 min de silêncio no espaço elevam tensão pré-lançamento
Artemis II – a iniciativa da NASA que reativa voos tripulados à Lua após meio século – ganha data crítica em 1º de abril, quando o foguete SLS e a cápsula Orion saem do Centro Espacial Kennedy rumo a uma órbita de 8 000 km do satélite natural.
- Em resumo: programa acumula US$ 93 bi e promete abrir caminho para pousos lunares até 2030.
Do atraso milionário ao dia da verdade
Problemas técnicos adiaram o lançamento previsto para fevereiro: o vazamento de hidrogênio no SLS expôs risco de explosão, e uma falha no fornecimento de hélio comprometeu a pressurização dos tanques.
Se bem-sucedida, a missão abre portas para a Artemis III, que mira levar astronautas para o solo lunar até 2030.
Corrida espacial reacende negócios bilionários
Além do simbolismo, a empreitada alimenta um novo mercado: empresas como SpaceX e Lonestar planejam data centers de IA na Lua, segmento que o Research and Market estima chegar a US$ 11,3 bi em quatro anos. Paralelamente, China e EUA travam disputa pelo polo sul lunar, rico em água congelada — recurso vital para futuras bases permanentes.
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Crédito da imagem: Reprodução / NASA