Decisão acelera disputa por redes neutras e pode destravar nova rodada de consolidação
BTG Pactual — A 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro autorizou, recentemente, que o banco pague R$ 4,6 bilhões pela fatia de 27,5% da Oi na V.tal, garantindo 100% de controle sobre a gigante de fibra óptica e data centers.
- Em resumo: Sentença ignora o veto dos credores da Oi e entrega toda a V.tal ao BTG.
Juíza derruba veto dos fundos e libera o negócio
A magistrada Simone Chevrand decidiu que PIMCO, Ashmore e SC Lowy não poderiam bloquear o leilão realizado em março, no qual apenas o BTG fez oferta. Com o sinal verde, o banco de André Esteves reforça presença em infraestrutura digital — segmento que, segundo a Bloomberg Technology, deve movimentar mais de US$ 50 bilhões na América Latina até 2030.
“Como eles estão com as ações arrestadas, o dinheiro que entrar da venda da V.tal iria para os credores trabalhistas, e não para eles,” disse uma fonte envolvida no processo.
Fibra, data centers e a rota para uma futura venda estratégica
Com mais de 400 mil km de fibra óptica, a V.tal já atende operadoras regionais e, desde 2023, integra a base de 4,5 milhões de clientes residenciais da Oi Fibra. No front de colocation, a subsidiária Tecto opera o data center TFOR3, em Fortaleza, e projeta novas unidades em regiões estratégicas para atender a demanda de computação de borda impulsionada pelo 5G.
Analistas de mercado lembram que controladores de redes neutras costumam buscar exits via IPO ou venda a players globais de telecom. A posição integral do BTG elimina conflitos com a Oi, reduz risco regulatório e pode elevar o múltiplo pago de atuais 14× EBITDA para patamares semelhantes aos observados em transações de fibra na Europa (18–22×), caso uma nova negociação aconteça.
O que você acha? A decisão abre espaço para mais consolidações na infraestrutura digital brasileira? Para mais detalhes, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / BTG Pactual