Executivos revelam corrida corporativa por infraestrutura pronta para treinar modelos avançados
Cisco – Durante o Cisco Connect Brasil 2026, realizado em São Paulo, a companhia relatou um salto na procura por redes e data centers capazes de suportar cargas de trabalho de inteligência artificial cada vez mais pesadas.
- Em resumo: Clientes já pedem conexões de 400 Gb a 800 Gb para turbinar treinamentos e inferências de IA.
Tráfego de IA dispara demanda por links de 400 Gb e 800 Gb
Segundo Ricardo Mucci, presidente da Cisco Brasil, projetos de IA estão empurrando o backbone corporativo a limites inéditos. A tendência confirma análises recentes do Data Center Knowledge, que projetam crescimento de dois dígitos no mercado de switches de alta velocidade até 2028.
“Temos discutido infra preparada para treinamento, inferência e volumes acima de 400 Gb, 800 Gb e mais”, destacou Mucci no evento.
Edge, nuvem híbrida e o efeito ReData no mercado local
Laércio Albuquerque, vice-presidente da Cisco, enfatizou que levar processamento para a borda se tornou imperativo para reduzir latência de aplicações baseadas em IA generativa. Esse movimento exige integração fina entre servidor, armazenamento e rede, impulsionando revisões de arquitetura em provedores regionais de fibra que hoje atendem mais de dois mil clientes empresariais.
No front regulatório, o debate sobre o programa fiscal ReData ganhou força. Mucci defendeu inclusão de insumos importados na política para garantir competitividade fabril. A visão converge com o esforço do país para atrair mega data centers: de acordo com a Brasscom, o investimento em infraestrutura digital pode ultrapassar R$ 50 bi na década, caso a isonomia tributária avance.
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Crédito da imagem: Divulgação / Cisco