Polo pernambucano atrai gigantes e mira novos mercados fora do Recife
Porto Digital – O distrito de inovação instalado no centro histórico do Recife reportou, recentemente, faturamento recorde de R$ 7,4 bilhões em 2025, alta de 19% sobre o ano anterior, consolidando 541 empresas e mais de 24 mil profissionais em seu ecossistema.
- Em resumo: Hub passou de polo regional a plataforma nacional de inovação, puxado por Accenture, Globo e Deloitte.
Escala que rivaliza com hubs globais
Em números absolutos, o resultado posiciona o Porto Digital como o maior distrito de inovação da América Latina, segundo seus gestores. Esse porte já o coloca na mesma faixa de faturamento de parques tecnológicos consolidados no Leste Europeu, conforme comparativo da Forbes sobre ecossistemas emergentes.
“Operamos em escala capaz de gerar impacto econômico e social, conectando-se a diferentes regiões do Brasil e do mundo”, afirmou Pierre Lucena, presidente do Porto Digital.
Interiorização e novos ativos estratégicos
O crescimento acentuado está aliado a um movimento de expansão geográfica. Sob o programa Inova PE, o hub inaugurou unidades em Caruaru e Petrolina e já presta consultoria para governos de Goiás, Sergipe e o Distrito Federal. Internacionalmente, mantém base em Aveiro, Portugal.
Outro pilar é a infraestrutura física: em 2025 foi lançada a pedra fundamental do NERD (Núcleo de Empreendedorismo e Residência Digital), complexo que abrirá as portas no primeiro semestre de 2026 com laboratórios de IA generativa, espaços de coworking e um data center modular de 1,2 MW, viabilizado por recursos da Finep e do governo estadual.
O ambiente atraiu nomes de peso como Accenture, Avanade, CESAR, Extreme Group, Incognia, Neurotech, Safetec e a própria Globo – que usa o distrito como base para seus times de transmissão digital e produtos OTT.
Recife também liderou, segundo o CAGED, o avanço de empregos formais em TIC no País, com alta de 15,8% em 2025, superando capitais tradicionais como São Paulo e Belo Horizonte. Analistas de mercado apontam que a combinação de incentivos fiscais, custo de vida competitivo e oferta de universidades com foco em STEM tem sido decisiva para o salto pernambucano.
O que você acha? O modelo do Porto Digital pode ser replicado em outras capitais brasileiras? Para acompanhar mais movimentos de inovação, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Porto Digital