Do circuito mal soldado a contratos com Nestlé e Ambev
Flori Tech — A cleantech carioca, que quase sucumbiu durante a pandemia, acaba de vencer o HackBrazil 2026 no MIT, levando um aporte de R$ 100 mil e reforçando sua posição no mercado de logística reversa.
- Em resumo: falha no primeiro protótipo virou trampolim para a startup que hoje atende gigantes de consumo.
Investimento anjo e aceleração global
Depois de um piloto instável em 2020, a cofundadora Thais Guerra atraiu um aporte anjo de R$ 50 mil, permitindo dedicação exclusiva ao projeto. A rodada foi crucial para que a equipe amadurecesse a tecnologia de visão computacional que dispensa códigos de barras, capacidade que chamou atenção de mentores da Brazil Conference e de investidores descritos pela TechCrunch como “essenciais para escalar soluções de impacto ambiental na América Latina”.
“Sem capital e operando remotamente, a montagem foi artesanal. Ainda assim, o fracasso revelou as verdadeiras lacunas do mercado de reciclagem”, relembra Thais Guerra.
Mercado de reciclagem ganha tração corporativa
Com a operação comercial iniciada em 2022, a Flori Tech adota modelo B2B de locação ou venda de máquinas inteligentes. Segundo dados do Ministério do Meio Ambiente, o Brasil gera mais de 79 milhões de toneladas de resíduos sólidos por ano; apenas 4% são reciclados. A automação oferecida pela startup promete elevar esse índice, entregando relatórios em tempo real que ajudam marcas como Nestlé e Ambev a cumprir metas de ESG.
Enquanto Peptidus Biotech e Painter Robot completaram o pódio no MIT, analistas enxergam a vitória da Flori Tech como sinal de que a economia circular pode ser o próximo polo de capital de risco nacional, impulsionando cadeias de suprimentos mais verdes e transparência de dados.
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Crédito da imagem: Divulgação / Flori Tech