Corrida bilionária por satélites LEO promete redes mais rápidas e globais
Amazon e Apple avançaram, recentemente, para adquirir a operadora de satélites Globalstar, avaliada em US$ 10 bilhões, movimento que confronta diretamente a SpaceX de Elon Musk e pode redesenhar o mercado de conectividade espacial.
- Em resumo: dupla Amazon-Apple quer a Globalstar para ampliar constelações LEO, enquanto a SpaceX tenta garantir o negócio.
Por que a Globalstar vale US$ 10 bilhões?
A empresa controla 25 espectros de frequências S-band e opera mais de 200 satélites de órbita baixa (LEO), ativos que podem acelerar o Project Kuiper, da Amazon, e fortalecer o recurso SOS via satélite dos iPhones. Conforme noticiado pela Bloomberg Technology, a expectativa é que o acordo seja fechado ainda neste semestre, caso nenhuma das partes recue.
“A aquisição da Globalstar reforçaria a oferta de comunicações via satélite LEO da Amazon com mais de 200 satélites em órbita.”
Impacto para telecom e big techs
Se concretizada, a compra garantiria à Amazon capacidade adicional para cumprir o cronograma exigido pela FCC: lançar metade dos 3.236 satélites do Kuiper até 2026. Para a Apple, o controle sobre a rede da Globalstar reduz custos de licenciamento do serviço de emergência dos iPhones e abre portas para futuros planos de dados diretos ao dispositivo, competindo com o Starlink Direct-to-Cell.
Especialistas lembram que a SpaceX, mesmo à frente na operação de mega-constelações, não quer perder acesso a frequências valiosas que poderiam limitar sua expansão. Além disso, a consolidação afeta operadoras móveis, que estudam parcerias “terra-órbita” para cobertura rural no 5G-Advanced.
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Crédito da imagem: Divulgação / Amazon