Missão aponta para bases permanentes e contratos multibilionários até 2030
Artemis II iniciou sua jornada na noite de 1/4, às 19h35 (Brasília), impulsionada pelo foguete SLS da NASA, levando a cápsula Orion e quatro astronautas em um giro ao redor da Lua que deve redesenhar a geopolítica do espaço.
- Em resumo: Voo teste tripulado pavimenta o caminho para o primeiro pouso humano desde 1972, previsto para a Artemis III em 2027.
Por que este lançamento muda o jogo?
O retorno à órbita lunar reabre uma arena estratégica estimada em US$ 216 bilhões, englobando mineração de rególito, montagem de telescópios no lado oculto e redes 4G dedicadas, como a que a Nokia já contratou com a NASA para 2025.
“Desde 2017, voltamos a viver a possibilidade do retorno dos seres humanos à Lua por meio do programa Artemis.”
Efeito dominó: de contratos federais à disputa com Pequim
A certificação do SLS-Orion atrai gigantes privados: a SpaceX fornece a Starship para o pouso, enquanto empresas como Lockheed Martin e Amazon Kuiper sondam logística de carga e conectividade. Do outro lado, a China acelera a estação lunar ILRS com apoio russo, apostando em pouso próprio até 2030, segundo relatório da Bloomberg Technology.
Além do simbolismo, a Artemis II testa sistemas de suporte vital, escudos térmicos e comunicação óptica que serão replicados em missões de longa duração para Marte. Analistas da Euroconsult projetam que apenas o mercado de transporte cis-lunar movimente US$ 40 bilhões na década.
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Crédito da imagem: Divulgação / NASA