Gestores revelam estratégia para atravessar volatilidade global sem abrir mão de retorno
Monte Bravo – Em meio a juros internacionais ainda elevados e novas tensões geopolíticas, a casa de investimentos vê nos ETFs globais a rota mais eficiente para diversificar carteira e blindar patrimônio, apontou recentemente o gestor offshore Marcelo Carramaschi.
- Em resumo: Fundos de índice internacionais oferecem liquidez, baixo custo e exposição imediata a dezenas de mercados, diluindo risco país.
Por que o ETF ganha tração agora?
O ambiente de “juros altos por mais tempo” limita a atratividade de ações individuais e torna a composição de renda fixa internacional mais cara. Dados compilados pela Forbes mostram que, só no primeiro trimestre, US$ 100 bilhões migraram para ETFs de renda fixa e de “quality stocks”, indicando busca por eficiência de custos e proteção cambial.
“É fundamental entender como cada classe se comporta em cenários de stress; o ETF entrega essa fotografia completa sem riscos concentrados”, ressalta Carramaschi.
Contexto de mercado e valor agregado
Além da diversificação, os ETFs internacionais permitem alocação em setores inacessíveis ao investidor doméstico, como semicondutores, biotecnologia e infraestrutura verde. O mercado norte-americano conta hoje com mais de 3.000 ETFs listados, movimentando cerca de US$ 7,6 trilhões, de acordo com a BlackRock. No Brasil, o volume negociado de BDRs de ETF superou R$ 4 bilhões em 2023, refletindo crescente apetite do varejo.
Outro ponto-chave é a eficiência fiscal: em certas jurisdições, dividendos distribuídos por ETFs são automaticamente reinvestidos, postergando tributação e potencializando o efeito “juros sobre juros”. Para quem busca proteção em moeda forte, pares dolarizados como o IVV (S&P 500) ou o AGG (renda fixa americana) atuam como hedge natural contra desvalorizações do real.
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Crédito da imagem: Divulgação / Monte Bravo