Uma relíquia de luxo que tenta provar valor na era das GPUs de IA
Acer Predator 21X – o extravagante notebook gamer lançado a US$ 10 mil em 2016 – voltou à bancada de testes para revelar se suas duas Nvidia GTX 1080 em SLI e o painel curvo de 21 polegadas ainda entregam espetáculo numa geração dominada por RTX 50-series.
- Em resumo: potência bruta envelheceu, mas o design continua impressionando colecionadores.
Dois chips GTX 1080 em SLI ainda intimidam?
Num comparativo com títulos atuais que exigem ray tracing, o Predator 21X alcançou médias de 75 fps em 1080p, mas sem DLSS nem suporte nativo a DirectX 12 Ultimate. Como lembra um levantamento da Wired sobre a evolução dos notebooks de alto desempenho, as arquiteturas modernas dobraram a eficiência por watt, deixando o antigo campeão sedento por energia e geração de calor.
“Two Nvidia GTX 1080 GPUs, a 21-inch screen, and a $10K price tag – the Acer Predator 21X was a ridiculous device 10 years ago.”
O legado de um design que antecipou tendências
Além do teclado mecânico retroiluminado e do sistema de som com cinco alto-falantes, o chassi de magnésio acomodava cinco ventoinhas e nove heat-pipes – soluções que inspiraram formatos atuais de resfriamento líquido híbrido. Na época, apenas 300 unidades foram produzidas, estratégia que hoje sustenta o valor de revenda acima de US$ 6 mil entre entusiastas, segundo leilões online especializados.
Com 8,8 kg e fonte externa de 330 W, o Predator 21X está longe do conceito “ultraportátil”, mas sua tela IPS curva de 120 Hz antecipou a busca por imersão que hoje inclui painéis OLED de 240 Hz e suporte a mini-LED.
O que você acha? Esse ícone ainda merece espaço na mochila dos colecionadores ou deve ficar no museu dos gadgets? Para mais análises sobre o mercado de hardware, visite nossa editoria de Negócios e Inovação.
Crédito da imagem: Divulgação / Acer