Nova política da Via LA ameaça margens de gigantes do streaming
Via Licensing Alliance – A gestora do pool de patentes do codec H.264/AVC implementou um modelo de cobrança escalonado que, a partir de 2026, pode custar até US$ 4,5 milhões anuais para quem ainda não possui licença, pressionando serviços como Disney+, Netflix e Spotify.
- Em resumo: plataformas com mais de 100 milhões de assinantes ficam no topo da nova tabela de preços.
Escalonamento milionário redesenha o mapa de royalties
O teto anterior de US$ 100 mil por ano some do contrato: agora, quanto maior a base de usuários, maior a fatura. OTTs com 100 milhões de assinantes, serviços FAST acima de 100 milhões de usuários diários e redes sociais que ultrapassem 1 bilhão de contas mensais entram direto na alíquota máxima. De acordo com análise da Wired, a medida cria um efeito dominó em toda a cadeia de distribuição de vídeo.
Serviços Over-the-top (OTT) com 100 milhões ou mais assinantes pagarão a taxa máxima de US$ 4,5 milhões ao ano, segundo a Via LA.
Mercado avalia impacto e teme repasse ao assinante
H.264 continua sendo o “plano B” universal: está embutido em encoders de hardware, navegadores e apps de videoconferência. Especialistas apontam que, mesmo com parte das patentes expirando, o portfólio ainda em vigor sustenta a cobrança sobre base global de mais de 3 bilhões de dispositivos conectados. Na prática, o licenciamento combinado de H.264, HEVC, VVC e AV1 pode ultrapassar nove dígitos anuais quando somados os diferentes pools de patentes.
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Crédito da imagem: Divulgação / Via Licensing Alliance