Plataformas disputam a audiência do boxe feminino em ritmo acelerado
Lauren Price defende seus cinturões diante da porto-riquenha Stephanie Pineiro em Cardiff nesta semana, enquanto serviços de streaming correm para oferecer sinal gratuito e fisgar novos assinantes.
- Em resumo: sinal aberto em regiões-chave pode impulsionar a base de usuários de serviços OTT e aquecer negociações de direitos globais.
Quem libera o sinal e em quais países
De acordo com negociações recentes, o evento será exibido no Reino Unido via Sky Sports e retransmitido em ofertas digitais “free-to-view” selecionadas. Nos EUA e em partes da América Latina, a opção mais citada é o pay-per-view de baixo custo, mas algumas operadoras já testam janelas promocionais sem cobrança inicial. Especialistas apontam que a estratégia espelha o crescimento de acordos flexíveis de sublicenciamento descritos pela Forbes.
“Eventos pontuais de alto apelo, quando transmitidos gratuitamente, podem elevar em até 37 % o tempo médio de permanência dos novos usuários em plataformas esportivas”, estima a consultoria Ampere Analysis.
Boxe feminino em alta pressiona contratos futuros
Além do ouro conquistado por Price em Tóquio 2020, o boxe feminino ganhou fôlego com recordes de audiência em cards de Katie Taylor e Amanda Serrano. O relatório Global Sports Rights Outlook 2024 projeta que lutas femininas podem responder por 12 % das negociações de direitos de combate até 2026, ante 4 % em 2021. Para as big techs de streaming, isso significa novos pacotes multimercado com transmissões simultâneas em 1080p HDR e canais FAST direcionados.
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Crédito da imagem: Divulgação / Matchroom Boxing