Agência cobra transparência total das operadoras já durante a implantação
Anatel – Em consulta pública recém-aberta, a reguladora quer que cada operadora envie, mês a mês, o Relatório de Autenticação (RMA) detalhando o avanço do sistema de “origem verificada”, peça-chave no combate a fraudes telefônicas.
- Em resumo: teles terão de informar acessos habilitados, chamadas autenticadas e gargalos técnicos.
- Transmissão: Band
Monitoramento mensal mira gargalos antes do prazo final
Segundo a proposta, o RMA permitirá identificar falhas de interoperabilidade entre redes legadas e IP, antecipando correções antes do limite de três anos fixado pelo RGST. A abordagem segue tendência global: nos EUA, o padrão STIR/SHAKEN reduziu golpes de caller ID spoofing, de acordo com relatório do The Hacker News.
“Sem acompanhamento contínuo, a verificação do cumprimento das regras ocorreria apenas ao final do prazo regulatório, elevando o risco de falhas generalizadas”, alerta o texto da Anatel.
Padrão internacional e pressão de mercado elevam a urgência
Analistas lembram que, após a Federal Communications Commission exigir autenticação em 2021, as maiores operadoras norte-americanas reportaram queda superior a 20% nas tentativas de fraude. No Brasil, estimativas de consultorias como Hiya apontam mais de 4 bilhões de chamadas suspeitas por ano, um impacto direto sobre a confiança do consumidor e a reputação das marcas.
O RMA também criará um banco de dados comparável entre prestadoras, municiando futuras decisões da agência — de multas a ajustes de cronograma. Especialistas em infraestrutura destacam que projetos similares exigem atualização de softswitches, integração com session border controllers e suporte em clouds escaláveis, como AWS ou Azure, para tratamento em tempo real dos certificados digitais.
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Crédito da imagem: Divulgação / Anatel