Estudo projeta ruptura da criptografia em menos de dez anos, pressionando o mercado cripto
Google – Um relatório técnico divulgado recentemente aponta que a força bruta quântica pode quebrar a proteção SHA-256 do Bitcoin muito antes do que a comunidade imaginava, acendendo um sinal vermelho para todo o ecossistema financeiro digital.
- Em resumo: A gigante de Mountain View defende migração urgente para algoritmos pós-quânticos e políticas de divulgação coordenada.
Por que o SHA-256 está na mira da computação quântica?
Os pesquisadores explicam que operações de fatoração quântica e algoritmos como Shor e Grover avançam a passos largos. Segundo projeções citadas pelo MIT Technology Review, processadores quânticos acima de 10 milhões de qubits poderiam, teoricamente, desfazer a assinatura criptográfica de um bloco de Bitcoin em questão de horas.
“Precisamos aumentar a conscientização sobre a janela de vulnerabilidade iminente e acelerar a adoção de criptografia resistente à era quântica”, resume o documento interno da equipe de segurança do Google.
Consequências para exchanges, carteiras e governos
Ameaças reais incluem o sequestro de chaves públicas expostas em blockchains e ataques de “harvest now, decrypt later”, em que dados são coletados hoje para serem quebrados futuramente. A recomendação é adotar os padrões definidos pelo NIST — Kyber, Dilithium e Falcon — antes que máquinas com entre 1 e 5 mil qubits lógicos se tornem operacionais, algo considerado possível até 2030.
Além disso, gigantes de infraestrutura em nuvem já testam chips criogênicos dedicados a workloads quânticos, alinhando-se ao movimento conhecido como PQC-as-a-Service. Bancos centrais que estudam moedas digitais de banco central (CBDCs) também monitoram o risco, temendo impacto direto na confiança dos investidores e na estabilidade macroeconômica.
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Crédito da imagem: Divulgação / Google