Digitalização da saúde ganha fôlego e pressiona hospitais a modernizar processos
Meu SUS Digital — A plataforma federal, que já ultrapassa 50 milhões de downloads, acelera a corrida pelo prontuário universal no País, com potencial para redesenhar custos, pesquisa médica e a jornada do paciente.
- Em resumo: Governo investe R$ 464 mi para integrar dados clínicos e mira economia com exames repetidos.
Dados pertencem ao paciente, não ao hospital
A virada jurídica coloca o cidadão no centro da posse dos dados, exigindo cadeias robustas de proteção previstas na LGPD. “O grande centralizador para que isso funcione é o próprio paciente”, alerta Alex Vieira, CIO do HCOR. Países como Estônia e Reino Unido adotam modelo semelhante, ancorado no padrão FHIR, referência citada pela MIT Technology Review para interoperabilidade global.
“Ferramentas de suporte à decisão só são efetivas com um banco estruturado e confiável”, reforça o cirurgião Pedro Batista Junior.
IA transforma prontuário em motor preditivo
Com bilhões de registros previstos na Rede Nacional de Dados em Saúde, algoritmos de machine learning passam a identificar riscos antes de internações. Rafael Figueroa, CEO do Portal Telemedicina, vê ganho direto na prevenção: “Integraremos presencial e digital para evitar corridas ao pronto-socorro”. Para especialistas, o desafio é formar profissionais capazes de traduzir modelos de IA para equipes clínicas.
Impacto financeiro e barreiras de infraestrutura
Estudo da Organização Pan-Americana da Saúde indica que até 20% do orçamento público é desperdiçado por exames repetidos. O prontuário unificado pode reverter a cifra, mas depende de conectividade — 38 milhões de brasileiros ainda estão fora da internet móvel, segundo o IBGE. Vieira resume: “Não adianta nuvem com processos da década de 90”.
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Crédito da imagem: Divulgação / IT Forum