Sequência histórica de fotos reforça corrida pela volta humana à superfície lunar
NASA – Na segunda-feira (6), a missão Artemis II atingiu 406,7 mil km da Terra, registrando imagens inéditas do lado oculto da Lua e quebrando o recorde de distância humana estabelecido pela Apollo 13. A façanha, exibida em transmissão pela Record, marca o ponto mais distante de uma tripulação no espaço profundo.
- Em resumo: Orion mapeou crateras, fluxos de lava e formações geológicas enquanto ficou 40 minutos sem contato com o controle em Houston.
Imagens detalham relevo lunar e desafios técnicos
As sete horas sobre o hemisfério não iluminado permitiram capturar alta resolução de crateras com dezenas de quilômetros de diâmetro e antigos canais de lava, segundo apuração do The Verge. O trecho eclipsado do satélite impõe extrema variação térmica, tornando a perda de sinal prevista – e bem-sucedida – um teste crítico dos sistemas de bordo.
“Vimos coisas que nenhum ser humano jamais viu, nem mesmo a Apollo, e isso foi incrível para nós”, destacou o comandante Reid Wiseman.
Recorde reforça cronograma para pouso tripulado em 2026
O avanço dá fôlego ao programa Artemis, que prevê o pouso de astronautas — incluindo a primeira mulher — na região do polo sul lunar na missão Artemis III, projetada para 2026, e a expansão da Gateway, estação em órbita da Lua, até 2028. Ao mesmo tempo, a China acelera a construção de sua base internacional em parceria com a Rússia, elevando a pressão geopolítica sobre recursos como hélio-3 e água congelada nas crateras permanentes.
A cápsula Orion já iniciou a janela de retorno, com amerissagem prevista para sexta-feira (10). Especialistas apontam que a telemetria bem-sucedida do módulo de serviço europeu — alimentado por 33 kW de painéis solares — é decisiva para validar os sistemas de propulsão que deverão, futuramente, acoplar-se ao Starship da SpaceX em missões de abastecimento.
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Crédito da imagem: Divulgação / NASA