Fluxo bilionário de fundos passivos e mira no S&P 500 elevam expectativa de mercado
JBS – A gigante de proteína animal pode ganhar um impulso financeiro considerável após cumprir critérios que a tornam elegível ao Russell 1000, rebalanceado em 26 de junho, fator que reacende recomendações de compra de grandes bancos.
- Em resumo: Santander calcula até US$ 1,1 bilhão em novos aportes se a ação entrar no índice.
Por que o Russell 1000 é tão decisivo?
O Russell 1000 reúne as mil maiores companhias listadas nos EUA, referência para gestoras que controlam mais de US$ 12 trilhões, segundo dados da Bloomberg. Ao conquistar presença superior a 50 % da receita em solo norte-americano, revelada no formulário 20-F de março, a JBS removeu o principal entrave para sua inclusão.
“Embora os critérios e a frequência de rebalanceamento variem entre os ETFs, acreditamos que a JBS pode ser considerada para novos bolsões de alocação daqui para frente”, escreveram Guilherme Palhares e Laura Hirata, do Santander.
Próxima parada: S&P 500 e efeito dominó nos ETFs
Para o BTG Pactual, a entrada no Russell 1000 seria apenas o primeiro passo. Os analistas Thiago Duarte e Guilherme Guttilla projetam até US$ 3 bilhões em fluxo adicional se a companhia atingir o S&P 500, índice que concentra cerca de 90 % do valor de mercado dos EUA. A ação já avança 23 % em 2024 e negocia a 6 x EV/EBITDA para 2026, combinada a dividend yield acima de 5 %.
Mesmo assim, o sell-side lembra que margens podem sofrer pressão: ciclo do gado nos EUA, custos de grãos no Brasil e eventuais restrições sanitárias seguem no radar, além do histórico de governança e volatilidade cambial.
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Crédito da imagem: Divulgação / JBS