Saída discreta abre espaço ao Mac Studio e mexe no ecossistema criativo
Apple – Na última semana, a gigante de Cupertino removeu o Mac Pro de sua loja global, selando o fim de uma linhagem iniciada em 2006 e deixando profissionais de vídeo, 3D e ciência de dados sem a tradicional torre modular.
- Em resumo: quatro gerações de hardware icônico cedem lugar a desktops compactos com chips Apple Silicon.
Quatro atos que definiram o Mac Pro
De torre de alumínio expansível a cilindro futurista, o Mac Pro atravessou 20 anos de experimentação. A fase de 2006 firmou a reputação profissional; em 2013, o design cilíndrico priorizou estética e Thunderbolt; 2019 trouxe de volta a modularidade com o “ralador de queijo”; já 2023, com chip M2 Ultra, perdeu sentido frente ao Mac Studio, segundo análise do The Verge.
“O Mac Pro de 2023 nasceu encurralado pelo próprio Mac Studio da empresa.”
Do poder bruto à era dos sistemas fechados
O M2 Ultra soma CPU de 24 núcleos, GPU de 60 ou 76 núcleos e 192 GB de memória unificada, entregando até 22 TFLOPs com 134 GB/s de largura de banda. No entanto, memória soldada e GPUs integradas eliminam upgrades — contraste gritante com rivais como Dell Precision e HP Z Series, que ainda aceitam placas NVIDIA RTX Ada e até 4 TB de RAM DDR5.
Analistas da IDC apontam que workstations modulares devem crescer 7 % ao ano até 2027, mas a Apple aposta em eficiência energética: o Mac Studio consome 60 % menos que o último Mac Pro em carga máxima, reduzindo custos de operação em data centers de edição e broadcast.
O que você acha? A era da modularidade acabou ou a Apple voltará a ceder às pressões do mercado? Para mais análises sobre inovação corporativa, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Apple