Prazo de 2027 pressiona Facebook, TikTok e Instagram a reforçar verificação de idade
Governo da Grécia – O gabinete do primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis confirmou que, a partir de 1º de janeiro de 2027, crianças com menos de 15 anos estarão legalmente impedidas de acessar qualquer rede social no país, sob pena de sanções pesadas às plataformas.
- Em resumo: Big Techs que não bloquearem perfis de menores podem ser multadas em até 6% do faturamento global.
Multas bilionárias ancoradas na Lei de Serviços Digitais da UE
O valor de 6% previsto pela Digital Services Act (DSA) pode transformar-se em dezenas de bilhões de euros para empresas como Meta e Alphabet. Em 2023, a Meta declarou receita de US$ 134 bilhões; uma penalidade plena ultrapassaria US$ 8 bilhões. Especialistas ouvidos pelo The Verge lembram que a legislação europeia exige mecanismos “proporcionais e eficazes” de verificação etária, algo que ainda é tecnicamente controverso.
“A Grécia estará entre os primeiros países a tomar essa iniciativa”, declarou Mitsotakis em vídeo. “Nosso objetivo é pressionar a União Europeia nessa direção também.”
Europa em efeito dominó e desafios de compliance
A Austrália já barrou menores de 16 anos em 2023 e, dentro do bloco europeu, Espanha e França discutem pautas similares. Para cumprir o prazo grego, provedores precisarão adotar tecnologias de verificação de identidade baseadas em IA, biometria ou APIs governamentais — soluções que exigem data centers regionais e fortes camadas de criptografia. Segundo dados do Google Cloud Blog, workloads de verificação em larga escala podem triplicar o consumo de GPU durante períodos de pico.
Além do aspecto técnico, há o risco reputacional: 80% dos gregos aprovam a medida, de acordo com pesquisa Alco, indicando que a pressão popular tende a crescer se as plataformas recorrerem judicialmente.
O que você acha? Medidas duras como essa realmente protegem os jovens ou apenas deslocam o problema para canais menos visíveis? Para mais análises sobre regulação tecnológica, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Forbes