Virada demográfica e preços altos ditam a nova fase do mercado gamer nacional
Pesquisa Game Brasil 2026 (PGB 2026) – Divulgada recentemente, a edição ouviu mais de 7 mil brasileiros e indica que o setor entra em fase de maturidade, com menos jogadores ativos, mudança geracional e um debate acalorado sobre inteligência artificial nos estúdios.
- Em resumo: 45,7% dos respondentes temem que a IA precarize empregos criativos nos games.
Queda na base ativa e Geração Z no comando
O percentual de brasileiros que se consideram gamers passou de 82,8% para 75,3% em um ano. A retração é o primeiro freio após o “boom” pandêmico e coloca o consumo em linha com tendências globais apontadas pela TechCrunch. No recorte etário, a Geração Z já domina 36,5% do público, superando Millennials.
“Os jogos seguem no topo do entretenimento, mas o engajamento agora é mais seletivo”, destaca o relatório da PGB 2026.
IA gera entusiasmo comercial, mas acende sinal amarelo ético
A adoção de inteligência artificial divide opiniões: 39,3% comprariam títulos gerados por IA, mas quase metade teme queda de qualidade ou violações de direitos autorais. A discussão ocorre no momento em que estúdios globais testam ferramentas generativas para reduzir prazos de desenvolvimento, movimento que, segundo a Wired, já influencia cronogramas de blockbusters aguardados como “GTA VI”.
Plataformas evoluem e bolso do jogador dita ritmo de compra
Mesmo ainda líder, o mobile perdeu espaço para consoles (24%) e PCs (21,2%), reflexo de sessões mais longas e busca por performance. O preço pesa mais que nunca: 27,9% esperam reviews antes de abrir a carteira e 26,2% aguardam promoções. Para efeito de comparação, a consultoria Newzoo estima que o ticket médio do brasileiro subiu 12% em 12 meses, pressionado pela cotação do dólar e pelos AAA custando acima de R$ 350.
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Crédito da imagem: Divulgação / PGB 2026