Pressão de Wall Street acelera enxugamento e mira marketing global
Disney – Sob a gestão recém‐assumida de Josh D’Amaro, a gigante do entretenimento vai enxugar sua estrutura em mais de mil posições nas próximas semanas, respondendo ao apetite dos acionistas por margens mais robustas.
- Em resumo: corte superior a 1.000 vagas, com o recém‐fundido time de marketing no centro da tesoura.
Por que a tesoura volta tão cedo?
A nova rodada de desligamentos ecoa o plano de economia de US$ 5,5 bi iniciado em 2023 e amplia a política de austeridade que, segundo dados compilados pela Bloomberg Technology, já eliminou cerca de 7.000 vagas no último ciclo fiscal.
“A companhia planeja demitir mais de 1 mil funcionários nas próximas semanas, com boa parte dos cortes ocorrendo no departamento de marketing.”
Streaming caro, parques pressionados e dólar mais forte
A Disney+ ainda queime caixa em busca de escala internacional, enquanto os parques enfrentam custos operacionais inflados pela inflação dos Estados Unidos. Analistas calculam que cada ponto percentual de queda na ocupação dos resorts retira até US$ 90 mi da receita anual, elevando a urgência pela otimização interna.
Historicamente, a empresa recorre a ciclos de corte sempre que a alavancagem atinge 2,5 vezes o Ebitda, marca superada após a aquisição da 21st Century Fox. No mercado, o movimento de D’Amaro é visto como tentativa de ancorar confiança antes do próximo balanço e liberar fôlego para novas apostas em inteligência artificial nos estúdios de animação.
O que você acha? A estratégia de cortes pode reacender a magia nos números ou arrisca comprometer a criatividade do império do Mickey? Para acompanhar outras análises de negócios, visite nossa editoria de Negócios e Inovação.
Crédito da imagem: Divulgação / Disney