Custos disparam e big techs correm para adaptar arquiteturas regionais
Omdia – No estudo divulgado recentemente, a consultoria alerta que a forte onda de legislações de soberania de dados está reconfigurando decisões de nuvem, pressionando budgets e exigindo novas zonas de disponibilidade corporativa.
- Em resumo: já são mais de 100 países com normas que limitam onde informações podem ser armazenadas e processadas.
Europa lidera o texto; Ásia acelera barreiras digitais
O European Cloud Sovereignty Framework, anunciado em outubro de 2025, tornou-se referência global, mas Índia, Vietnã e Indonésia avançam com regras ainda mais rigorosas, segundo análise da Data Center Knowledge. Nos EUA, a falta de lei federal unificada gera um mosaico de exigências setoriais, enquanto Brasil e outras economias latino-americanas espelham o modelo europeu com ajustes locais.
“A soberania de dados levanta questões sobre o uso de serviços em nuvem e impõe custos operacionais às empresas, que precisam treinar funcionários sobre leis de soberania, desenvolver novas tecnologias, contratar equipes e implementar novos processos.” — Relatório Omdia
Impacto direto: novas regiões de cloud e CAPEX inflado
Provedores como AWS, Azure e Google Cloud já aceleram a abertura de data centers nacionais para garantir latência mínima e compliance. Estudo da Gartner projeta que gastos mundiais com infraestrutura como serviço (IaaS) alcancem US$ 150 bilhões até 2026, em parte puxados por demandas de localização de dados. Organizações que operam em múltiplos mercados agora adotam estratégias multi-cloud e edge computing para equilibrar soberania, performance e custos.
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Crédito da imagem: Divulgação / Omdia