Estados Unidos e China miram recursos lunares que podem redefinir a economia global
NASA – Na preparação para a missão Artemis II, prevista para ganhar transmissão nacional pela Band, a agência norte-americana reaquece a competição espacial com a China e coloca a Lua no centro de uma possível revolução energética e industrial.
- Em resumo: a viagem tripulada abre rota para explorar hélio-3 e minerais raros, pilares de uma economia pós-fóssil.
Da inspiração à geopolítica lunar
Com quatro astronautas a bordo — Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen —, a Artemis II reedita o simbolismo da Apollo VIII, mas agora com ambições comerciais e estratégicas muito mais claras. Analistas ouvidos pelo The Verge projetam que a chamada “economia cislunar” pode superar US$ 1 trilhão até 2040.
“Com o hélio-3 a fissão nuclear é viável e, se isso virar a chavinha, nós temos energia barata e infinita”, destaca Juliano Bueno de Araújo, do Instituto Internacional Arayara.
Hélio-3, metais raros e a base de lançamento para Marte
A Lua pode guardar até 1 milhão de toneladas de hélio-3, isótopo capaz de alimentar reatores de fusão com baixa radioatividade. A apenas 1% desse volume, bancos de investimento estimam um mercado anual de US$ 4 tri em energia limpa. Some-se a isso reservas de terras raras estratégicas para semicondutores e baterias, e a Artemis II passa a ser vista como a “alfândega” de futuros mega-negócios siderais.
Do ponto de vista técnico, o Space Launch System gera 39 meganewtons de empuxo na decolagem — comparável a 160 jumbos 747 —, enquanto a cápsula Orion foi projetada para missões de 21 dias em espaço profundo. Todo esse aparato constrói as fundações da Artemis IV, programada para 2028, quando finalmente ocorrerá o pouso tripulado e a instalação de módulos habitáveis que servirão de trampolim para Marte.
O que você acha? A exploração lunar justificará o investimento bilionário ou criará nova dependência tecnológica? Para análises contínuas, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / NASA