Decisão expõe fissuras no mercado bilionário de arte e heranças de guerra
Modigliani – A Suprema Corte de Nova York confirmou recentemente que “Homme assis appuyé sur une canne”, estimado em US$ 30 milhões, é propriedade legítima do francês Philippe Maestracci, 79, encerrando uma disputa que atravessou três gerações.
- Em resumo: herdeiro derrotou um conglomerado de galerias que faturou bilhões com obras de procedência contestada.
Como o quadro sumiu — e voltou ao centro das atenções
Pintado em 1918, o retrato foi confiscado pelos nazistas durante a Segunda Guerra. O avô de Maestracci morreu sem reaver a peça, que ressurgiu décadas depois em coleções particulares e em leilões de alto calibre. Segundo levantamento da Forbes, pelo menos 20% das obras negociadas no pós-guerra têm lacunas de procedência semelhantes.
“Homme assis appuyé sur une canne” é citado em catálogos desde 1958, mas sem provas convincentes de aquisição legal, apontou o tribunal.
Impacto: colecionadores, museus e seguradoras em alerta
Estimativas do German Lost Art Foundation indicam que mais de 600 mil obras foram saqueadas pelos nazistas, movimentando hoje um mercado de restituições que ultrapassa US$ 10 bilhões por ano. A vitória de Maestracci cria precedente para casos pendentes, elevando custos de compliance e seguro para museus que exibem obras modernistas de alto valor.
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Crédito da imagem: Divulgação / NeoFeed