Retorno recorde da Orion cria novo marco para missões lunares
Artemis II — a missão tripulada da NASA que levou humanos ao ponto mais distante da Lua em mais de 50 anos — pousou com segurança no Oceano Pacífico, eliminando o último risco crítico antes da fase de pousos lunares prevista para 2028.
- Em resumo: Cápsula caiu de paraquedas ao largo da Califórnia após viajar 1.117.515 km, validando a integridade da Orion para voos profundos.
Reentrada supersônica colocou escudo térmico à prova
Durante os 13 minutos de mergulho na atmosfera, o exterior da cápsula atingiu 2.760 °C, temperatura superior à de alguns tipos de lava. O feito reforça a confiança da Lockheed Martin, contratada pela NASA, na robustez do escudo ablativo que custou cerca de US$ 350 milhões a ser desenvolvido, segundo reportagem da Bloomberg Technology.
O contato de rádio foi perdido, como previsto, quando uma bainha de plasma envolveu a nave; minutos depois, paraquedas reduziram a descida para 25 km/h antes do splashdown.
Programa Artemis mira presença sustentável na Lua até 2028
Além de provar a segurança da Orion, a Artemis II abre caminho para a Artemis III, que levará o módulo de pouso Starship da SpaceX. O cronograma inclui construção de habitats orbitais e uso de Gateway — estação lunar que funcionará como “porto” para missões de longa duração. Com orçamento total que já ultrapassa US$ 93 bilhões desde 2012, o programa se tornou um catalisador para contratos de propulsão, sistemas de navegação e infraestrutura de comunicações em banda Ka.
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Crédito da imagem: Divulgação / NASA