Mudança mira reequilibrar receitas e evitar novos aumentos
Microsoft – A gigante de Redmond estuda, segundo o jornalista Jez Corden, retirar os próximos lançamentos de Call of Duty do Game Pass já a partir do título previsto para o fim de 2026, numa tentativa de conter perdas recorrentes e restaurar a rentabilidade do serviço.
- Em resumo: Call of Duty gera picos de assinaturas, mas derruba vendas diretas e pressiona o caixa do Game Pass.
Call of Duty estaria “sugando” o orçamento do catálogo
Corden relata que a franquia se tornou onerosa para o modelo de divisão de receitas do Game Pass, que remunera estúdios conforme o tempo de jogo dos usuários. Na prática, o shooter monopoliza horas de gameplay e diminui o montante repassado a outros desenvolvedores, corroendo a diversidade do portfólio. O cenário ecoa análises de mercado publicadas pelo Bloomberg Technology, que apontam desafios semelhantes em outros serviços de assinatura.
“A inclusão dos jogos da série, que passaram a ser ‘de graça’ na cabeça de muitos assinantes, diminuiu receitas necessárias para sustentar DLCs e eventos”, detalhou Corden em seu podcast.
Pressão financeira levou ao aumento de preços em 2025
O desgaste ficou evidente em novembro de 2025, quando o plano Ultimate saltou para R$ 119,90 mensais. Especialistas lembram que, só em 2024, Call of Duty: Black Ops 6 representou um custo de oportunidade estimado em US$ 300 milhões em vendas perdidas dentro do ecossistema Xbox. Para comparação, o shooter superou 250 milhões de jogadores ativos no ano, segundo relatórios da Activision – um volume que, se convertido em compras avulsas, teria ampliado a margem de lucro do estúdio.
Sem o peso da franquia, analistas projetam que a Microsoft poderia reduzir o tíquete médio ou segmentar planos: um pacote “first-party only” a preço popular e um nível premium com lançamentos AAA pontuais. Estratégia similar já foi testada por plataformas de streaming de vídeo para equilibrar custos de licenciamento.
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Crédito da imagem: Divulgação / Xbox Game Studios