Investidores recuam e até melhorias no íon-lítio naufragam
24M Technologies – Fundada em 2010 e avaliada em mais de US$ 1 bilhão, a companhia encerrou suas operações recentemente, colocando seus ativos em leilão e evidenciando o esfriamento que atinge todo o setor de baterias.
- Em resumo: A falência da 24M sinaliza que nem inovações compatíveis com o íon-lítio escapam da retração.
Bilhões minguam enquanto falências se acumulam
Nos últimos 18 meses, nomes como Natron Energy e Ample também fecharam as portas, em meio a um cenário de capital escasso. De acordo com report da Bloomberg Technology, o volume global de investimentos de risco em armazenamento de energia despencou 42% em 2025.
“Aparentemente não há mais apetite por inovação”, resume Kara Rodby, principal técnica da Volta Energy Technologies, sobre o humor dos investidores.
A 24M tentou reduzir custos usando eletrodos extragrossos que dispensam materiais inativos e elevam a densidade energética, mirando autonomias de até 1.600 km para veículos elétricos. Ainda assim, o modelo não sobreviveu ao corte de subsídios e à queda na demanda por EVs nos EUA.
China acelera; EUA perdem incentivos e fôlego
Enquanto isso, fabricantes chineses como CATL já concentram 77% da capacidade global de células, segundo a Agência Internacional de Energia. O esvaziamento de trechos do Inflation Reduction Act agravou a disparidade: montadoras americanas cancelaram linhas elétricas e congelaram fábricas planejadas.
No segmento de armazenamento estacionário, porém, o horizonte segue positivo; a BloombergNEF projeta um mercado de US$ 400 bilhões até 2030, puxado por data centers e grid-scale. Para analistas, quem tiver caixa para atravessar 2026 poderá comprar tecnologia a preço de liquidação e voltar mais forte quando a curva de adoção retomar.
O que você acha? A derrocada da 24M é sintoma passageiro ou prenúncio de consolidação radical? Para mais análises de mercado, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / MIT Technology Review