Evento renasce no Porto Maravilha com foco em negócios e legado urbano
Rio Fashion Week — programado para 15 a 18 de abril — reaparece com ambição financeira e social: movimentar R$ 200 milhões e criar 8 mil postos de trabalho, segundo a Prefeitura.
- Em resumo: A semana de moda retorna após oito anos, capitaneada por Alan Adler, CEO da IMM, sob a promessa de colocar o estilo carioca no radar global sem perder a viabilidade econômica.
Bastidores: a engenharia de eventos de Alan Adler
Com duas décadas de experiência em megaeventos como SPFW, Rio Open e Cirque du Soleil, Adler orquestrou o cronograma em apenas seis meses. A estratégia, relata o executivo, passa por um conceito “pé no chão” que evita investimento milionário em grifes estrangeiras e prioriza marcas nacionais consolidadas e emergentes. De Patricia Viera a Karoline Vitto, serão 20 desfiles. De acordo com um estudo sobre o impacto de fashion weeks publicado pela Forbes, cada R$ 1 investido em moda pode gerar até R$ 4 em cadeia produtiva, reforçando a aposta carioca.
“Pé no chão é levar, de fato, o Rio para o mundo… Não faz sentido trazer a Dior agora”, disse Adler, defendendo sustentabilidade financeira para além do primeiro ano.
Por que importa: turismo, mídia e transformação urbana
O Porto Maravilha, revitalizado para a Olimpíada de 2016, torna-se hub criativo e social. Além dos desfiles, a grade inclui festas, ativações de marcas e business sessions com palestrantes internacionais. A campanha digital deve render até R$ 1 bilhão em mídia espontânea, ampliando a reputação do Rio como vitrine de economia criativa — segmento que, segundo dados do Ministério da Cultura de 2023, já responde por 3,11% do PIB brasileiro.
O que você acha? O retorno do evento vai consolidar o Rio como capital da moda brasileira ou será apenas uma edição comemorativa? Para mais análises sobre negócios e inovação, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / IMM Esporte e Entretenimento