Pressão regulatória acelera limpeza na infraestrutura de cabos
Anatel – Entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, a agência recebeu um volume inédito de 2.022 contratos de compartilhamento de postes, movimento que pressiona operadoras e distribuidoras a regularizar rapidamente a malha de cabos no país.
- Em resumo: quase o dobro de toda a documentação entregue em 2025 chegou em apenas três meses.
Força-tarefa interna destrava gargalo histórico
Para evitar um novo acúmulo processual, a Gerência de Monitoramento das Relações entre as Prestadoras montou um grupo dedicado que já avaliou 1.248 contratos, todos encaminhados à Aneel para homologação. A iniciativa vai na mesma direção de esforços globais de atualização de redes fixas, como mostram análises do Data Center Knowledge, que destacam a migração acelerada para cabos de fibra organizados e mapeados digitalmente.
Ao todo, foram recebidos 2.022 contratos no período — quase o dobro de todo o volume registrado ao longo de 2025.
Cadastro Positivo pode mudar disputa entre operadoras
A criação do Cadastro Positivo, que consolida informações de conformidade de cada prestadora, promete reduzir conflitos na ocupação dos aproximadamente 26 milhões de postes espalhados pelo Brasil, segundo estimativas do setor elétrico. Especialistas apontam que, com índices claros de regularidade, empresas como Claro, Vivo, TIM e as centenas de ISPs regionais ganharão previsibilidade sobre custos de aluguel e prioridade de passagem, fator decisivo para a expansão de redes FTTH e 5G-FWA.
O mercado calcula que a ocupação irregular chega a inflar em até 30% os prazos de novos lançamentos de banda larga, além de elevar o risco de interrupções. Ao exigir contratos validados e padronizados, a Anatel pretende não apenas coibir a concorrência desleal, mas também criar um inventário digital que facilite inspeções e futuras renovações de licença.
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Crédito da imagem: Divulgação / Anatel