Pressão política cede, e consumidor sente o peso na fatura
Aneel – A Agência Nacional de Energia Elétrica confirmou, na última terça-feira, aumentos que chegam a 15,12% nas contas de oito distribuidoras, depois de o Governo Federal suspender, por ora, a ideia de subsidiar as tarifas em pleno ano eleitoral.
- Em resumo: Energisa, Enel, CPFL e Neoenergia aplicam reajustes de um dígito alto a dois dígitos já nos próximos dias.
Do recuo da Medida Provisória ao gatilho contratual
A proposta de uma MP para bancar empréstimos às distribuidoras perdeu força diante da resistência do Tesouro e de críticas de especialistas, que alertaram para o “efeito bumerangue” dos juros. Como mostrou a Bloomberg, subsídios temporários costumam apenas adiar a conta final para o consumidor.
“Há ações conjunturais recorrentes, mas que não resolvem o problema estruturalmente”, destacou o diretor-geral Sandoval Feitosa, ao votar pelos reajustes.
Impacto setorial e cenário de longo prazo
Segundo dados da Empresa de Pesquisa Energética, encargos e tributos já representam perto de 35% da tarifa final. A parcela destinada a subsídios – Luz Para Todos, descontos a baixa renda e incentivos a renováveis – soma 15% e tende a crescer com a expansão da geração distribuída. Analistas calculam que cada ponto percentual de aumento nas distribuidoras do Centro-Sul adiciona quase R$ 5 bilhões/ano à receita do setor.
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Crédito da imagem: Divulgação / Aneel