Estudo aponta efeito dominó dos combustíveis fósseis até a bandeira tarifária
Thymus Energia – A consultoria alerta que a disparada recente nos preços internacionais do petróleo e do gás natural, puxada pelo conflito no Irã, pode elevar o custo de geração térmica no Brasil, pressionando a conta de luz dos consumidores nos próximos meses.
- Em resumo: Elevação do Brent e do gás liquefeito tende a acionar bandeiras tarifárias mais caras ainda neste semestre.
Combustíveis mais caros atingem térmicas brasileiras
Segundo dados de mercado compilados pela Bloomberg Energy, o barril do Brent superou US$ 95 após os primeiros ataques, encarecendo imediatamente contratos futuros de gás natural. Como cerca de 16% da matriz elétrica brasileira depende de termelétricas a óleo diesel ou GN, qualquer variação cambial ou de commodity é repassada à geração.
“A volatilidade do Oriente Médio agrava o risco de déficit hídrico e força o despacho térmico mais caro”, destaca o relatório da Thymus Energia.
Impacto direto na tarifa e no orçamento das distribuidoras
De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), a cada R$ 10 por MWh adicionados ao custo variável de geração existe potencial de aumento de até 3% na bandeira tarifária vermelha. Para mitigar a pressão, o governo dispõe de reserva de cerca de 4 GW em usinas dual fuel, mas especialistas lembram que o estoque estratégico de GN liquefeito cobre apenas 15 dias de operação contínua.
No histórico recente, a crise de 2021 elevou a Conta de Desenvolvimento Energético em R$ 12 bilhões. Com o cenário geopolítico atual, analistas do setor veem espaço para desembolso extra parecido se o conflito se prolongar e a cotação do Brent ultrapassar US$ 100.
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Crédito da imagem: Divulgação / NeoFeed