Pesquisa da Ford e Datafolha expõe gargalo de contratação tech
Ford – Um estudo recente em parceria com o Datafolha revelou que praticamente todo o setor corporativo brasileiro esbarra na mesma barreira: encontrar mão de obra qualificada em tecnologia tornou-se missão crítica.
- Em resumo: 98% das médias e grandes empresas não conseguem preencher posições de TI no tempo ideal.
Até 90 dias para fechar uma vaga estratégica
O levantamento, que consultou 250 líderes de RH e TI, mostra que o processo seletivo para especialistas em inteligência artificial e engenheiros de software se estende de 30 a 60 dias para metade das empresas e chega a três meses em um quarto delas. A dificuldade não é tendência local: a escassez global de profissionais de IA também pressiona hubs como Vale do Silício e Berlim.
“O descompasso entre a velocidade da inovação e a disponibilidade de profissionais qualificados é um dos grandes desafios do mercado hoje”, afirma Pamela Paiffer, diretora de comunicação e responsabilidade social da Ford na América do Sul.
Soft skills viram moeda rara e eliminam 37% dos candidatos
Dominar linguagens de programação já não garante contrato assinado: 78% das companhias eliminam candidatos sem inglês avançado, enquanto 37% reprovam perfis tecnicamente impecáveis que não demonstram inteligência emocional ou pensamento crítico. Executivos apontam que, nos próximos dois anos, essas competências socioemocionais serão ainda mais escassas do que hard skills.
Para mitigar o impacto financeiro do atraso em contratações, empresas de infraestrutura em nuvem vêm acelerando programas de capacitação própria e parcerias acadêmicas. A Amazon, por exemplo, estima que o déficit de profissionais especializados em segurança da informação pode custar bilhões em oportunidades perdidas, segundo dados públicos do AWS Architecture Blog.
O que você acha? Sua organização já sente o peso dessa falta de talentos? Para mais insights de mercado, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Ford