Gestora vê sinergias subestimadas e amplia poder no conselho
União Pet – resultado da fusão entre Petz e Cobasi – acaba de ver a Kinea elevar sua participação de 9,1% para 10,1%, movimento que consolida a gestora como voz decisiva no bloco de controle e pressiona o mercado a recalcular o potencial de valorização do grupo.
- Em resumo: Kinea dobra a aposta no varejo pet ao comprar novo lote de ações mesmo após queda de 4% desde o début em 5 de janeiro.
Por que a pressa em aumentar a fatia?
A Kinea entende que o mercado ainda não precificou sinergias de até 10% já no primeiro ano de integração, segundo projeções da própria administração. Para analistas consultados pelo Forbes Business Council, o setor pet segue resiliente diante de ciclos macroeconômicos mais duros, sustentado por ticket médio estável e baixa elasticidade de demanda.
“O grupo negocia a 5,1x EV/EBITDA 2025, bem abaixo da média de 7x do varejo, apesar de gerar R$ 449 mi em caixa livre”, indica o relatório interno da Kinea.
Fundamentos financeiros e disputa por governança
Com receita combinada de R$ 7,9 bi e EBITDA de R$ 607 mi em 2025, a União Pet vale R$ 3,2 bi na B3 – múltiplo de 13x lucro, em linha com concorrentes globais. A gestora agora divide a mesa de decisões com a família Nassar (46,8%) e o fundador da Petz, Sergio Zimerman (20,3%), formando um trio que detém quase 80% do capital votante.
No front operacional, a companhia mira expansão omnichannel e otimização logística. Dados da Euromonitor apontam que o Brasil já é o terceiro maior mercado pet do mundo, com crescimento projetado de 13% ao ano até 2027 – cenário que pode catalisar a captura das sinergias mapeadas pela administração.
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Crédito da imagem: Divulgação / União Pet