Consulta pública pode virar referência regional em transparência de rede
Anatel — A agência colocou em consulta pública, por 30 dias, uma proposta que aposenta estimativas genéricas e obriga as operadoras a entregarem mapas em alta resolução da cobertura 4G e 5G, com precisão de coordenadas geográficas.
- Em resumo: redes terão de enviar dados primários em tempo quase real, localidade por localidade.
- Transmissão: Band.
Por que abandonar os modelos preditivos?
Na prática, a agência quer evitar distorções já flagradas, em que um bairro aparece “coberto” nos relatórios, mas segue sem sinal. Esse salto qualitativo exigirá pipelines de Big Data robustos, a exemplo do que gigantes de telecom constroem para analytics, segundo análise do Data Center Knowledge.
“O uso de modelos preditivos tem gerado distorções, como a classificação de áreas como atendidas quando, na prática, não há cobertura adequada.”
Impacto direto em investimentos e políticas públicas
Com as novas camadas de informação, a Anatel pretende calibrar metas de cobertura, direcionar verbas de leilões de espectro e sinalizar claramente onde o capital das teles deve chegar primeiro. Experiências semelhantes em outros países — como a exigência da Federal Communications Commission (FCC) por shapefiles de cobertura — reduziram em até 30% os “desertos digitais”, segundo relatórios setoriais.
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Crédito da imagem: Divulgação / Anatel