Prazo curto de envio eleva a pressão sobre as operadoras brasileiras
Anatel – A agência reguladora abriu em 6 de abril duas consultas públicas que podem transformar o modo como as teles divulgam, trimestre a trimestre, a cobertura do Serviço Móvel Pessoal (SMP) e, mês a mês, o avanço da autenticação de chamadas, impactando planejamento de rede e compliance regulatório.
- Em resumo: dados de cobertura terão padrão georreferenciado, enquanto ligações precisarão passar por checagem de origem verificada.
Cobertura georreferenciada a cada três meses
A proposta da Consulta nº 14 impõe o envio de arquivos CSV com coordenadas WKT, geração de rede e CNPJ de cada operadora. Segundo especialistas ouvidos pelo Bloomberg Technology, relatórios precisos evitam disputas sobre metas de 5G e direcionam melhor compromissos de investimento.
“A coleta prevista será trimestral, com janela de envio de 30 dias a partir do início de cada recorrência”, diz a minuta da agência.
Autenticação de chamadas mira robocalls e fraudes
Já a Consulta nº 15 cria o formulário “Numeração – Autenticação de Chamadas”, inspirado em frameworks como o STIR/SHAKEN adotado nos EUA. O objetivo é medir, mensalmente, quantos acessos estão habilitados para Authentication Service (AS) e Verification Service (VS), bem como o volume de ligações efetivamente autenticadas—arma poderosa contra spoofing de números, como explica o guia técnico da CISA.
No Brasil, o controle antecipado evita que a verificação só ocorra ao final dos três anos previstos no regulamento, reduzindo risco regulatório e custos de correção tardia. Analistas veem ainda espaço para integração com analytics de rede e soluções de IA para detecção proativa de anomalias.
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