Aliança histórica testa limites da privacidade e do poder de seus chips
Apple — Prestes a completar meio século, a gigante de Cupertino tenta apagar o atraso em inteligência artificial ao negociar uma injeção do modelo Gemini, do Google, diretamente na assistente virtual Siri, medida que pode redefinir seu ecossistema e o mercado de IA.
- Em resumo: Parceria com o Google indica virada estratégica para reconquistar relevância em IA generativa.
Parceria excepcional reacende a Siri
A aproximação com o rival simboliza o grau de urgência na Apple. Ex-funcionários ouvidos pela CNBC dizem que a companhia “demorou a reagir à velocidade das transformações no setor” após o lançamento do ChatGPT. Agora, a reengenharia da Siri promete resposta contextual mais fluida e integração multicanal, segundo apuração da MIT Technology Review.
“A Apple perdeu vantagem relevante na corrida inicial da IA generativa, mas ainda tem condições de se reposicionar.” — ex-executivos à CNBC
Processamento local: diferencial ou gargalo?
No centro da estratégia está a aposta em rodar modelos diretamente no hardware. O chipset A17 Pro, que equipa a linha iPhone 15, carrega uma Neural Engine de 16 núcleos capaz de 35 trilhões de operações por segundo (TOPS). Já o M3 Max atinge 92 TOPS, números que sustentam a visão de “IA on-device”, reduzindo latência e mantendo dados do usuário fora da nuvem.
Especialistas ponderam, porém, que treinar modelos de larga escala exige clusters de GPUs e petabytes de dados — algo em que rivais como OpenAI, Microsoft e Meta seguem anos à frente. Enquanto isso, a Apple confia na imensa base instalada — 2,2 bilhões de dispositivos ativos — como alavanca para distribuir atualizações de IA sem depender integralmente de data centers.
O que você acha? A Apple conseguirá equilibrar privacidade e poder computacional para voltar à dianteira? Para mais análises, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Apple