Gigantes da nuvem antecipam salto de performance e economia energética
Arm – A consultoria Counterpoint Research indica que a arquitetura britânica ganhará terreno de forma exponencial nos próximos três anos, até superar processadores x86 e RISC-V na maioria absoluta dos servidores de inteligência artificial.
- Em resumo: a virada começa em 2026 e deve levar a 90% de participação já em 2029.
Hipercaladores correm para desenhar chips sob medida
AWS, Google, Microsoft e Meta ampliam projetos internos de silício para IA, reduzindo custos operacionais e consumo de energia. De acordo com o MIT Technology Review, otimizações em chips proprietários podem cortar até 30% da conta elétrica de um data center.
“Cada geração traz balanços distintos de preço por desempenho; em IA, Arm oferece a equação mais favorável”, afirma Neil Shah, VP da Counterpoint Research.
Efeitos colaterais: AMD, Intel e o desafio da eficiência
Apesar de manter linha própria de CPUs EPYC e Xeon voltadas a IA, AMD e Intel sentem a pressão para lançar variantes customizadas que igualem a eficiência térmica dos projetos Arm-based. Dados do Uptime Institute mostram que o gasto energético de servidores de IA pode chegar a 52 kW por rack; ao migrar para Arm, hipercaladores esperam baixar esse pico para algo próximo de 38 kW, liberando orçamento para GPUs e aceleradores.
O que você acha? A adoção em massa de Arm muda o jogo dos data centers ou a x86 ainda tem fôlego? Para mais análises sobre infraestrutura em nuvem, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Unsplash