Estúdio eleva a captação sonora a níveis cinematográficos
Battlefield 6 – Em preparação para o próximo capítulo da franquia, a equipe de áudio revelou que metralhou carros inteiros e demoliu contêineres de carga para capturar sons que colocam o jogador “no olho do furacão”. A iniciativa, anunciada recentemente, sinaliza uma corrida por realismo que pode redefinir os padrões do setor.
- Em resumo: DICE gravou explosões e tiros reais em ambientes controlados para criar bancos de áudio exclusivos.
Por que destruir carros faz sentido para a imersão
Sons fidedignos ajudam o cérebro a identificar distância, direção e intensidade dos eventos em tela. Segundo especialistas citados pela The Verge, o áudio de alta precisão aumenta em até 30% o tempo de permanência do jogador em títulos competitivos.
“We go to great lengths to record real sounds. If it explodes in game, existe uma versão gravada no mundo real.” – Equipe de Áudio de Battlefield 6
Além do espetáculo: tendência de áudio hiper-realista nos games
A busca por autenticidade não é novidade para a Electronic Arts, mas a escala do projeto chama atenção. De acordo com registros internos da série, Battlefield 4 utilizou cerca de 80 GB de arquivos sonoros; analistas de mercado estimam que o novo jogo ultrapasse 120 GB, impulsionado por formatos multicanal de 24 bits e amostras a 96 kHz.
Essa estratégia alinha-se ao avanço de engines como Frostbite, já compatíveis com áudio espacial em tempo real. Estúdios concorrentes, como Infinity Ward e Ubisoft, adotam processos semelhantes, ampliando investimentos em sessões de foley outdoor e microfones de alta diretividade. Segundo a consultoria Newzoo, a fatia de orçamento dedicada exclusivamente a som cresceu 18% nos últimos três anos, reflexo direto da demanda por experiências imersivas no ecossistema de e-sports.
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Crédito da imagem: Divulgação / EA DICE