Pesquisa global revela pressa dos executivos e divide líderes em três perfis
Boston Consulting Group (BCG) – Em relatório publicado em 12 de junho de 2025, a consultoria indica que as corporações planejam duplicar o orçamento destinado à inteligência artificial, saltando de 0,8% para 1,7% da receita até 2026.
- Em resumo: 94% dos CEOs manterão investimentos em IA mesmo sem retorno imediato.
CEOs tomam o volante e esperam retorno em até 12 meses
O estudo ouviu 2.400 executivos em 16 países e mostra que 72% dos C-levels já centralizam as decisões de IA. Para 82% deles, o retorno sobre o investimento virá em um ano – previsão alinhada a análises da McKinsey & Company que apontam ciclos de payback cada vez mais curtos em projetos de automação avançada.
“Metade dos CEOs acredita que a estabilidade de seus cargos depende do sucesso na aplicação da IA”, afirma Alexandre Montoro, diretor executivo e sócio do BCG.
De seguidores a pioneiros: como cada arquétipo investe
O BCG classifica os líderes em Seguidores, Pragmáticos e Pioneiros. Estes últimos, cerca de 15%, pretendem destinar 60% do orçamento de IA a agentes autônomos já em 2026, enquanto os demais ficam na faixa de 25%. A tendência é reforçada por estimativas da Gartner que projetam o mercado de AI Agents movimentando US$ 135 bilhões no mesmo período, impulsionando setores como finanças e utilities – que, segundo o BCG, devem aplicar 2% e 1,9% da receita, respectivamente.
Além da promessa de ganhos rápidos, a corrida vem acompanhada de receios: 53% apontam riscos de cibersegurança e 41% citam falta de transparência algorítmica. Organizações que adotam frameworks de governança, como o NIST AI Risk Management, tendem a mitigar esses pontos e acelerar a adoção.
Contexto de mercado: por que 1,7% é um número expressivo?
Para efeito de comparação, o gasto médio global em pesquisa e desenvolvimento gira em torno de 3% da receita, segundo dados da OECD. Destinar mais da metade disso exclusivamente à IA sinaliza uma mudança estrutural na priorização de capital. No setor de tecnologia, o BCG estima investimentos de até 2,1% da receita, valor próximo à fatia histórica destinada a infraestrutura de data centers físicos, hoje migrando para modelos cloud-first.
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Crédito da imagem: Divulgação / BCG