Negociação pode redefinir streaming e valuation de catálogos
Universal Music Group – Cinco anos após uma tentativa inicial, a gestora Pershing Square, comandada por Bill Ackman, apresentou uma nova proposta estimada em US$ 63,5 bilhões para adquirir a maior gravadora global, dona dos catálogos de Taylor Swift, Bad Bunny e Ariana Grande.
- Em resumo: Oferta representa um prêmio expressivo sobre o valor de mercado atual da UMG, segundo bancos de investimento.
Por que a oferta de Ackman sacudiu Wall Street
A ambição do bilionário recoloca os holofotes sobre o poder da música como ativo financeiro. De acordo com uma análise da Bloomberg Technology, o streaming empurrou a receita global do setor para mais de US$ 26 bilhões em 2023, elevando os múltiplos de aquisições de catálogos a patamares recordes.
“Cinco anos depois de fazer sua primeira investida para adquirir uma fatia da Universal Music Group, a Pershing Square está subindo o tom em uma nova tentativa de comprar a gravadora”, diz o comunicado da gestora.
Impacto direto em artistas, plataformas e investidores
Com cerca de 32% de participação no mercado mundial, a UMG é peça-chave nas negociações de royalties com Spotify, Apple Music e TikTok. Caso o negócio avance, executivos preveem que novos contratos poderão revisar percentuais de repasse e cláusulas de IA generativa – tema sensível após o boom de faixas “deepfake”.
O valor proposto também pressiona os rivais Sony Music e Warner Music a revisitar suas estratégias de aquisições. Desde 2020, fundos como Hipgnosis e Blackstone já destinaram mais de US$ 5 bilhões à compra de catálogos, tendência que pode acelerar se Ackman confirmar o “cheque” de US$ 63,5 bi.
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Crédito da imagem: Divulgação / NeoFeed