Mercado coloca prazo crítico para a energia antes de colapso logístico
Andbank – O economista-chefe Alex Fusté alertou que o mundo teria, no máximo, dois meses de fôlego caso o Estreito de Ormuz permaneça parcialmente fechado, eliminando até 20% do fluxo diário de petróleo e pressionando cadeias globais de energia.
- Em resumo: estoques estratégicos cobririam apenas oito semanas se o gargalo em Ormuz se prolongar.
Estreito de Ormuz concentra 1 em cada 5 barris que o planeta consome
Por suas águas, circulam cerca de 17 milhões de barris por dia, volume que abastece Ásia, Europa e EUA. Segundo dados da Bloomberg, qualquer interrupção superior a 10 dias já dispara prêmios de risco que encarecem fretes e contratos futuros.
“Mais do que resolver o conflito regional, reabrir totalmente Ormuz é a chave para tirar o ‘seguro-guerra’ que hoje infla o preço do barril”, afirmou Fusté.
Reservas estratégicas não seguram choque prolongado
O estoque conjunto da Agência Internacional de Energia soma cerca de 1,6 bilhão de barris, quantidade que cobre oito semanas do consumo global de 102 milhões de barris/dia. Para comparação, a Reserva Estratégica dos EUA, hoje em 362 milhões, ficou 40% menor do que em 2020 após liberações emergenciais. Sem rota alternativa, refinarias asiáticas teriam de racionar produção e redirecionar compras a fornecedores de menor capacidade logística, elevando custos e inflacionando derivados como diesel e querosene de aviação.
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Crédito da imagem: Divulgação / Andbank