Créditos de descarbonização e agroresíduos podem turbinar novo boom verde
Biometano brasileiro — Em análise divulgada recentemente pela MIT Technology Review Brasil, especialistas defendem que o país tem vantagens únicas para transformar resíduos agropecuários, urbanos e industriais em gás renovável, abrindo caminho para um mercado multibilionário de baixo carbono.
- Em resumo: Marco regulatório e créditos de carbono alinham investidores, indústria e governo para acelerar usinas de biometano.
Regulação abre a porteira para investimentos pesados
O novo “combustível do futuro”, aprovado em 2024, criou metas obrigatórias de inserção do biometano e certificações que reduzem o risco regulatório. Este movimento ecoa projeções da BloombergNEF, que estima um mercado global superior a US$ 23 bilhões até o fim da década.
“O biometano surge como um combustível estratégico por permitir substituição direta ao gás natural, reduzir emissões, ampliar a segurança energética e promover a economia circular.”
Escala competitiva: do agronegócio à mobilidade pesada
O Brasil, maior produtor mundial de cana-de-açúcar e segundo em proteína animal, gera mais de 230 milhões de toneladas de resíduos orgânicos ao ano, segundo a Agência Internacional de Energia (IEA). Se 40 % desse volume virar biometano, o país poderia injetar 30 bilhões de m³ de gás renovável na rede — equivalente a todo o consumo industrial atual e suficiente para abastecer 1,5 milhão de caminhões, reduzindo até 95 % das emissões de CO₂e.
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Crédito da imagem: Divulgação / MIT Technology Review Brasil