Custos ocultos podem reduzir o desconto prometido
Insta360 – A busca por preços mais baixos levou muitos brasileiros a atravessar a fronteira paraguaia em busca das câmeras de ação da marca. A promessa de economizar até 40% é real, mas envolve câmbio, taxas de cartão, cota alfandegária e até o custo de uma escala em Foz do Iguaçu.
- Em resumo: a economia pode evaporar se o total ultrapassar a cota de US$ 500 e for pago no cartão.
Dólar turístico e tarifas de serviço: o cálculo que ninguém mostra
Lojas de Ciudad del Este trabalham com o dólar turismo — normalmente R$ 0,20 a R$ 0,30 acima do comercial — e ainda adicionam de 5% a 10% de taxa para pagamentos no cartão. Somam-se 3,5% de IOF, empurrando o valor final para cima. Conforme levantamento do The Verge, modelos como a Insta360 X4 partem de US$ 420, mas saltam para cerca de US$ 480 após as tarifas locais.
Para quem ingressa no Brasil por via terrestre, a cota é de US$ 500 por pessoa; o excedente paga 50% de imposto de importação.
Viagem, assistência e volatilidade cambial entram na conta
Somar passagem aérea de R$ 500 a R$ 1.000, hospedagem e transporte interno pode anular o ganho inicial. Além disso, a fabricante só garante manutenção oficial no país da compra, o que pressiona quem mora longe da fronteira. Segundo a IDC, o mercado global de câmeras de ação deve crescer 12% ao ano até 2028, impulsionado por criadores no TikTok e no YouTube — cenário que coloca GoPro, DJI e Insta360 em disputa ferrenha pelas vendas no Brasil.
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Crédito da imagem: Divulgação / Insta360