Subsidiárias Alesta e CPFL Total querem exportar seu “motor” financeiro a grandes varejistas e utilities
CPFL Energia – A companhia de capital chinês estruturou, dentro do grupo, um hub financeiro que no último ano gerou Ebitda de R$ 100 milhões, desempenho comparável a bancos digitais de médio porte e que agora será oferecido como serviço a terceiros.
- Em resumo: Fintech interna alcança rentabilidade robusta e inicia plano de banking-as-a-service para outras empresas.
Rentabilidade digna de banco digital chama atenção do mercado
Formada pela instituição financeira digital Alesta e pela processadora de pagamentos CPFL Total, a operação suportou mais de 1,2 milhão de contas de luz em débito automático e movimentou R$ 4 bilhões em transações no ano passado, de acordo com fontes próximas ao projeto. Para analistas ouvidos pela Bloomberg Technology, o resultado posiciona o conglomerado entre as cinco fintechs mais lucrativas do país dentro do segmento “utilities banking”.
Alcançar Ebitda de R$ 100 milhões em apenas quatro anos coloca a vertical financeira da CPFL no radar de reguladores e possíveis parceiros, dizem consultorias especializadas no setor elétrico.
De braço interno a plataforma white-label para Open Finance
O plano para 2026 é ofertar conta digital, emissão de boletos e adquirência em modelo white-label para redes de varejo e outras distribuidoras de energia, aproveitando as regras de Open Finance do Banco Central. A estratégia replica movimentos de gigantes como Vivo Money e Mercado Pago, mas com a vantagem de acesso contínuo a dados de consumo elétrico, o que pode refinar modelos de crédito.
Além disso, a controladora State Grid injeta capex anual de R$ 1,5 bilhão em modernização de TI, permitindo que a infraestrutura do braço financeiro rode em Kubernetes gerenciados na AWS e em nuvens privadas nos data centers da companhia, garantindo latência abaixo de 20 ms para conciliação de pagamentos.
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Crédito da imagem: Divulgação / CPFL Energia