Falha expõe fragilidade do novo DRM e assusta a indústria de games
Capcom – Menos de dois meses após o lançamento, Resident Evil Requiem já circula sem o controverso Denuvo, graças ao veterano cracker voices38. O feito relâmpago pressiona publishers que confiaram a segurança de seus blockbusters à versão 2026 do DRM.
- Em resumo: voices38 quebrou o Denuvo de 2026 em tempo recorde, abrindo caminho para a pirataria de próximos títulos.
Como voices38 neutralizou a versão 2026 do DRM
O especialista replicou a abordagem usada em DOOM: The Dark Ages, mas relatou que “apenas dois novos recursos” separavam a edição de 2026 da anterior. Segundo análise do The Hacker News, tais incrementos focam em ofuscação de chamadas de sistema e verificação de integridade em tempo real.
“Oldskool nunca morre”, provocou voices38 no Reddit, após admitir que esse foi seu maior desafio até agora.
Consequências para publishers e mercado de PC
A quebra rápida mina a principal promessa da Irdeto, dona do Denuvo: atrasar a pirataria pelo menos nos três primeiros meses, janela crítica de vendas. Estudos da IHS Markit estimam que 50 % da receita de um AAA de PC vem nos primeiros 30 dias; qualquer redução nesse “período blindado” pode significar perdas milionárias.
Além disso, a recorrente necessidade de autenticação online do Denuvo exige infraestrutura de servidores robusta. Especialistas em nuvem apontam que cada jogo protegido chega a gerar picos de 1 Tbps em consultas de verificação durante a estreia, elevando custos operacionais em plataformas como AWS e Azure.
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Crédito da imagem: Divulgação / Capcom