Escalada de preços de memória e investimentos de hyperscalers aceleram faturamento
Gartner — A consultoria projetou recentemente que a receita mundial de semicondutores saltará para US$ 1,320 trilhão em 2026, marcando o terceiro ano seguido de crescimento de dois dígitos e o maior avanço em 20 anos.
- Em resumo: chips voltados a inteligência artificial devem responder por 30% da receita total.
‘Memflation’: DRAM e NAND puxam o foguete
O trecho mais explosivo da previsão está na memória. A mesma Gartner calcula que preços médios de DRAM e NAND subirão 125% e 234%, respectivamente, impulsionando a receita do segmento de US$ 216,3 bi, em 2025, para US$ 633,3 bi no ano seguinte — um salto que, segundo dados compilados pela Bloomberg Technology, já estimula fabricantes como Samsung e SK Hynix a revisarem planos de capacidade.
“Em meio à alta demanda por processamento de IA, redes de data center e energia para eles, a indústria de semicondutores deve alcançar o terceiro ano consecutivo de crescimento de dois dígitos em 2026”, destaca Rajeev Rajput, analista sênior do Gartner.
A infraestrutura de IA reescreve a curva de demanda
Além da inflação de memória, o apetite dos hiperescaladores não dá sinais de arrefecer. Analistas projetam que os gigantes de nuvem injetarão mais 50% em capex só em 2026, sobretudo em GPUs e ASICs de treinamento. Uma métrica que ajuda a entender o impacto: cada novo cluster de IA de última geração pode exigir até 200 MW, segundo estimativas da Uptime Institute, o que pressiona cadeias de suprimento de fontes de alimentação, óptica avançada e empacotamento 2.5D.
Nos bastidores, legislações como o CHIPS and Science Act nos EUA e o European Chips Act prometem US$ 80 bi em subsídios combinados, fortalecendo TSMC, Intel e Samsung na corrida por litografias abaixo de 3 nm — fator decisivo para manter a densidade e a eficiência exigidas pela IA generativa.
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Crédito da imagem: Divulgação / TI Inside