Relatório secreto aponta vazão de petróleo invisível aos radares
Citrini Research — Em relatório divulgado recentemente, a casa de análise descreve como uma frota de 29 petroleiros iranianos continua passando pelo Estreito de Ormuz sem ser identificada por satélites, desviando cerca de US$ 3 bilhões em petróleo para a Malásia após o início dos bombardeios.
- Em resumo: metade dos navios que deixam Ormuz está “apagada” aos sistemas de rastreio, criando um risco de preço ignorado pelos mercados.
Operação digna de filme expõe falha no monitoramento global
Munido de US$ 15 mil em espécie, óculos com câmera e celular Xiaomi de zoom 150x, o “Analista #3” da Citrini embarcou em uma lancha sem GPS no epicentro da rota marítima mais estratégica do planeta. Segundo o relatório, as embarcações navegam com transponders desligados ou enviam sinais falsos para despistar ataques. A constatação reforça dados levantados por especialistas de mercado monitorados pela Bloomberg sobre a crescente dificuldade de rastrear cargas no Golfo.
“Decidiu ir para o centro da hidrovia mais importante do planeta, em plena guerra, em uma lancha sem GPS, comandada por um homem que conhecera três horas antes”, descreve o documento da Citrini.
Por que Wall Street pode estar subestimando o risco
Cerca de 20% de todo o petróleo comercializado globalmente passa pelo Estreito de Ormuz, segundo a Agência Internacional de Energia. Qualquer interrupção prolongada elevaria preços, pressionaria a inflação e exigiria manobras de oferta por gigantes como Aramco e ExxonMobil. Ainda assim, o fundador James van Geelen afirma que “não vê muitos riscos precificados” para um conflito duradouro — um alerta que ecoa a lição do colapso do Silicon Valley Bank, previsto pela casa em 2021.
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Crédito da imagem: Divulgação / Brazil Journal