Colapso revela fragilidade das garantias no mercado livre
IBS Energy – A invalidação de uma carta-fiança do Banco Master, utilizada como garantia em um projeto de biomassa financiado pela Finep, levou o grupo a recorrer recentemente à recuperação judicial e acendeu um alerta sobre o risco sistêmico entre comercializadoras de energia.
- Em resumo: Sem a fiança, a IBS perdeu acesso a crédito e teme uma espiral de rescisões contratuais e vencimentos antecipados.
Como a fiança desmoronou
O documento emitido pelo Banco Master sustentava a estrutura financeira da UTE Cidade do Livro, um investimento milionário em geração de biomassa verde. Com a liquidação do banco, a garantia “virou pó”, exigindo substituição imediata. O problema: instituições recusaram-se a assumir o risco em meio à maior onda de quebras de comercializadoras desde 2021, segundo dados compilados pela Bloomberg Technology.
“A crise do setor de energia elétrica, aliada ao aumento da percepção de risco das comercializadoras, resultou em severa restrição de crédito e maior rigor por parte das instituições financeiras.”
Efeito dominó no setor elétrico e no crédito
O pedido de RJ da IBS soma-se a casos como Elétron Energy e Tradener, ampliando para mais de R$ 2 bilhões a dívida em renegociação no mercado livre neste ano. Desde 2022, a volatilidade dos preços e o aumento dos custos de liquidez têm pressionado empresas que atuam no trading de energia, segmento que movimenta cerca de 35% da eletricidade consumida no país, segundo a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).
Especialistas apontam que a falta de instrumentos de hedge de longo prazo e a dependência de garantias bancárias tornam o ecossistema vulnerável a choques de crédito. A situação é agravada por projetos de geração renovável intensivos em capital, como o da IBS, que dependem de linhas de fomento da Finep e do BNDES para viabilizar fluxo de caixa.
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Crédito da imagem: Divulgação / Brazil Journal